Inspirare, em parceria com Fundação Lemann, promove conversa com Henry Hipps, executivo da Gates Foundation

27/08/15 //

No dia 26 de agosto, pós evento Transformar, 12 empreendedores e investidores de impacto em educação participaram de uma reunião na sede da Fundação Lemann com o executivo Henry Hipps, da Bill & Melinda Gates Foundation.

Na ocasião, Hipps detalhou como a fundação americana, que atua de diversas maneiras no setor educadional, procura apoiar o desenvolvimento da oferta e da demanda que, segundo ele, é chave para a construção de um ecossistema no qual as melhores soluções entrem na sala de aula. Em educação, isso significa olhar para empresas que produzem tecnologia e também para o que acontece na outra ponta, com escolas e distritos, tanto os mais inovadores, já aptos para receber plataformas ou aplicativos, ou aqueles que precisam de um trabalho de conscientização. “Estamos começando a olhar para o meio da curva e entender como podemos apoiar a criação de escala para trabalhar com o que acreditamos. É um grande desafio levar transformação à escola e ao professor e fazer com que eles adotem inovação”, diz.

Henry Hipps na Fundação Lemann

Com o objetivo de fazer um raio-x da situação dos distritos escolares, a organização realizou um estudo quantitativo e qualitativo chamado Teachers Know Best (Professores sabem melhor), que foi apresentado por Hipps no Transformar 2015. Além de elencar os aplicativos favoritos da comunidade escolar e segmentar os professores de acordo com o nível de uso de tecnologia, os dados mostram onde estão os buracos no desenvolvimento e de penetração dos softwares educacionais, como aqueles voltados à alfabetização, que existem em número menor que os de matemática, nos Estados Unidos.

Um outro benefício do Teachers Know Best foi jogar luz sobre o que funciona ou não na opinião dos próprios professores. Entre outros destaques, os dados mostraram docentes buscam em primeiro lugar ferramentas que poupem tempo de aula e que tornem tarefas como correção de prova mais rápidas e fáceis.

Hipps ainda discorreu sobre a ausência de soluções que atendam às expectativas de determinadas escolas ou redes. Como nem sempre as inovações chegam no formato e na velocidade desejadas, algumas escolas, cansadas de esperar pela movimentação do mercado, têm decidido criar suas próprias plataformas. Esse é o caso de instituições como Summit, KIPP Chicago, Merit Prep, e Intrinsic Schools.

Outro destaque foi a menção à iniciativa do governo americano de criar polos de inovação em educação em algumas regiões do país. Segundo Hipps, esse é um dos mecanismos ideais para encontrar redes que estão fazendo um trabalho relevante. “Eu amo essa ideia. Esses polos ajudam na qualificação de empreendedores ao mostrar como são as práticas e quais são as ferramentas necessárias”, diz.

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