Prefeitura de Fortaleza lança plataforma digital customizada para a rede de ensino municipal

13/12/16 //

Alunos e professores da rede municipal de ensino de Fortaleza contam agora com novo acervo digital. A plataforma Escola Digital Fortaleza reúne mais de 6,5 mil conteúdos pedagógicos digitais, com indicações de vídeos, games, animações, videoaulas, infográficos e mapas categorizados por disciplina, série, tema, tipo de mídia e idioma.

A parceria com o Instituto Inspirare, o Instituto Natura e a Fundação Telefônica para a implantação do sistema foi anunciada pelo titular da Secretaria Municipal da Educação (SME), Jaime Cavalcante, a gestores e professores de escolas da Prefeitura no dia 29 de novembro em evento realizado no auditório da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará que reuniu cerca de 80 professores de apoio pedagógico a projetos de tecnologia.

Divulgação

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“É uma espécie de Google da Educação”, resumiu Sarah Faleiros, representante do projeto Escola Digital no Brasil, referindo-se ao mais conhecido buscador online. No site, será possível acessar conteúdos sobre todas as disciplinas de ensino. “Nós não criamos conteúdos novos. Nós filtramos materiais confiáveis na internet e fazemos a classificação para facilitar esse filtro na hora da busca”, explicou.

De acordo com a Prefeitura, a plataforma vai beneficiar em torno de 200 mil alunos, 15 mil professores e 525 escolas. Jaime Cavalcante celebrou a parceria. “O poder público sozinho não consegue alcançar todas as camadas e todas as áreas de Fortaleza. São parcerias como essa que darão um salto de qualidade na Educação. É uma plataforma inovadora, de alta tecnologia, que vem nos ajudar e muito. São conteúdos sérios, feitos por professores”, frisou.

A plataforma gratuita está disponível aqui.

Adaptado do jornal “O Povo”

Plataforma Faz Sentido conecta a educação aos interesses dos adolescentes

02/09/16 //

Há uma enorme distância entre a escola e o universo dos adolescentes. Enquanto as instituições de ensino não conseguem enxergar a fase que vai, em média, dos 12 aos 16 anos como uma oportunidade para o desenvolvimento, os alunos sentem que o dia a dia escolar é pouco prazeroso. Mas como conectar essa etapa aos interesses e necessidades dos adolescentes? Para apresentar um caminho, a plataforma Faz Sentido traz uma série de recomendações e práticas que ajudam redes, escolas e professores a transformarem os anos finais do ensino fundamental.

Lançada nesta sexta-feira (12), a plataforma foi construída a partir de uma parceria entre o Instituto Inspirare, o Instituto Unibanco, a Agência Tellus, o Laboratório de Mídia e Educação (MEL) e o Laboratório de Inovação Educacional (LABi). Por meio de soluções, orientações e ferramentas, ela funciona como um guia prático para orientar a construção de uma nova proposta de ensino fundamental, que busca dar sentido à educação para adolescentes do século 21.

Tido por muitos como etapa esquecida da educação básica, o ensino fundamental 2 muitas vezes não consegue se conectar com as transformações físicas, psíquicas, emocionais e sociais que os adolescentes passam nessa fase. No entanto, muitos estudos demonstram que a plasticidade do cérebro nessa fase é muito similar a da primeira infância, quando surge uma série de oportunidades para descobertas e aprendizagens.

Ao mesmo tempo, os dados educacionais também revelam a importância e a urgência de um investimento nessa etapa. Em 2013, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) ficou abaixo do esperado, com nota 4,0.

Crédito: fazsentido.org.br

Crédito: fazsentido.org.br

“A plataforma nada mais é do que um hub [núcleo] para tentar conectar todas as experiências, estudos, pessoas e organizações que estão trabalhando com essa etapa de ensino e com essa etapa da vida”, afirmou Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, durante o evento de lançamento da iniciativa, que aconteceu no Instituto Unibanco, em São Paulo.

Como parte de um projeto mais amplo, denominado Ensino Fundamental 2.0, a plataforma foi elaborada em um processo que envolveu ações de campo que já foram experimentadas nas secretarias municipais de educação de Salvador (BA) e São Miguel dos Campos (AL). Com ações conduzidas localmente pelas organizações LABi e MEL, respectivamente, essas redes começaram a fazer o redesenho do seu ensino fundamental 2 por meio de escutas inspiracionais, oficinas de cocriação e grupos de trabalho.

“A possibilidade de fazer política pública com capacidade transformadora implica, não só em reconhecer e respeitar a potência e a força dos gestores públicos que estão espalhados pelo país todo, mas também em criar condições para que boas ideias sejam instituídas e implementadas de forma realmente participativas”, destaca Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco.

Como um instrumento para apoiar as redes de ensino que desejam transformar os anos finais do seu ensino fundamental, a Faz Sentido apresenta uma trilha composta por sete etapas (confira aqui). Elas envolvem: mobilização para adesão da rede, organização do processo, realização de escutas inspiracionais, criação de soluções, definição de diretrizes, implementação e monitoramento e avaliação.

Ao criar um cadastro na plataforma, as redes podem construir o seu caminho e navegar pelas trilhas. Em cada parte, elas encontram orientações e ferramentas para elaborar planos de trabalho, realizar e sistematizar escutas, organizar oficinas de criação, experimentar soluções e estruturar avaliações, entre outros recursos.

Crédito: fazsentido.org.br

Crédito: fazsentido.org.br

Experiências de campo
Na secretaria de Salvador, Daniela Correia, que é coordenadora dos anos finais, conta que o redesenho do ensino fundamental começou com a mobilização da rede e a firmação de um termo de compromisso. Em um processo que envolveu toda a rede, os alunos também tiveram oportunidade de se expressar. “Algo que foi bem diferenciado nesse trabalho foi a questão da escuta do aluno. A gente sempre ouvia o aluno pela boca do professor”, afirma.

Com base nos desafios identificados pela rede durante as escutas, a professora de português Anna Frascolla, da Escola Municipal Luiza Mahim, participou de uma oficina de criação sobre o tema avaliação. “Eu gostei da oficina porque ela nos permitiu sonhar. Não adianta só a gente ter um diagnóstico dos problemas que nós enfrentamos no nosso dia a dia”, avalia. Ela conta que se inspirou em algumas propostas que surgiram durante o encontro para aplicar novos formatos de avaliação na sala de aula.

Em São Miguel dos Campos (AL), a diretora Sônia Falcão, da Escola Estadual Rui Palmeira, diz que a escuta dos funcionários, professores, famílias e alunos do sexto ao nono ano, sugerida em uma das etapas da trilha, já permitiu começar a fazer pequenas transformações na escola, como alterar o horário do intervalo para atender a uma demanda dos adolescentes, repensar a merenda e experimentar a produção de curtas de audiovisual. “Quando nos sugeriram fazer essa escuta, ficamos com medo. Eu pensei que iria receber muitas críticas, mas tive muitos elogios por esse processo democrático. A gente tem que tentar fazer. A melhor maneira é ouvir e dar voz a quem tem o direito de falar.”

Recomendações e Práticas
Na plataforma também são encontrados estudos, recomendações e práticas que foram elaborados a partir de ações de design, conduzidas pela Agência Tellus. Enquanto as recomendações trazem dicas relevantes sobre diversos temas, como adolescência, currículo, formação de educadores e gestão, os cartões de práticas trazem ideias e experiências que podem ser aplicadas na escola ou na rede. Todos podem ser compartilhados, marcados como favoritos e impressos.

Ao buscar sobre o tema Família e Comunidade, por exemplo, o professor, coordenador, diretor ou gestor têm acesso a um cardápio variado de dicas para ampliar a participação da comunidade na escola. Além disso, também pode se inspirar com experiências práticas que já foram testadas, como os encontros do Café Terapêutico (confira aqui) que são realizados no CIEJA (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Campo Limpo, em São Paulo (SP), para fortalecer o envolvimento dos familiares na aprendizagem e desenvolvimento dos alunos.

Conheça a plataforma: http://fazsentido.org.br/

Nova versão da Escola Digital amplia interação com o usuário

02/09/16 //

A plataforma Escola Digital, que reúne mais de 18 mil objetos digitais de aprendizagem, ganha uma nova versão nesta quinta-feira (18). Além do visual repaginado, agora ela passa a contar com ferramentas que facilitam a interação entre os usuários e a busca por conteúdos de diferentes disciplinas, etapas de ensino e tipos de mídia.

Para marcar a chegada da plataforma à nova fase, foi realizada uma oficina sobre produção de conteúdos digitais na Escola Estadual Caetano de Campos, em São Paulo (SP), na terceira edição da Virada Educação. Criada em 2013, por meio de uma parceria entre o Instituto Inspirare, o Instituto Natura e a Fundação Telefônica Vivo, a Escola Digital funciona como uma ferramenta de busca, online e gratuita, que apoia a aprendizagem dentro e fora da escola.

“A Escola Digital é construída de forma colaborativa por um conjunto cada vez maior de secretarias de educação, que participam da curadoria de objetos de aprendizagem, propõem melhorias e potencializam o uso por suas redes. Com a nova plataforma, a possibilidade de colaboração estende-se a todos os usuários, especialmente professores e alunos, que poderão produzir e compartilhar listas de recursos preferidos, práticas pedagógicas, avaliações sobre os materiais disponibilizados, entre outros”, explica Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare.

Plataforma Escola Digital

Plataforma Escola Digital

A partir de análises da experiência do usuário e de atividades de design thinking, a elaboração da nova versão envolveu alunos, professores e gestores, que foram entrevistados e participaram de grupos focais para ajudar a aprimorar o site. “A experiência do usuário é um elemento muito relevante quando falamos em plataformas educacionais. É importante que educadores e estudantes consigam, de fato, encontrar o que desejam na Escola Digital e sintam que ela está sendo útil no processo de ensino e de aprendizagem”, diz o diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Américo Mattar.

Entre as novas funções, estão ferramentas que permitem marcar conteúdos favoritos, avaliar os recursos utilizados, participar de grupos de discussão e elaborar listas temáticas. “A plataforma tem permitido que as aulas se tornem muito mais atraentes e engajadoras para os alunos. O professor que tinha pouco conhecimento sobre como inserir a tecnologia a favor da aprendizagem encontra muito suporte didático para fazer isso”, avalia Maria Slemenson, gerente de Projetos do Instituto Natura.

Para apoiar educadores, também foram incluídos planos de aula sobre diversos temas. O curso online sobre uso de tecnologia na educação também passa a ter certificado reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação), com duração total 40 horas.

Ao trazer aplicações didáticas para os recursos apresentados na plataforma, que já foi adotada por 14 secretarias estaduais e 11 secretarias municipais de educação, Maria menciona que os ganhos podem ser percebidos por todos os lados. “Os professores são mais bem preparados para o uso da tecnologia, e os meninos ficam mais engajados, motivados e interessados com as aulas”, aponta.

Assim como nas versões anteriores, a plataforma continua disponível para ser customizada por redes municipais e estaduais de educação que desejam integrar os objetos digitais ao seu currículo.

Escola Digital lança plataforma customizada na rede de ensino do Amazonas

01/09/16 //

A Escola Digital, plataforma de busca com milhares de conteúdos pedagógicos digitais, fechou parceria com a secretaria estadual de Educação do Amazonas para o lançamento do “Saber +” , versão customizada da Escola Digital. A plataforma amazonense foi lançada na quarta-feira, 24 de agosto, em Manaus (AM), no auditório do Centro de Formação Profissional Pe. José Anchieta (CEPAN). Voltada a gestores, professores, alunos e seus familiares, a ferramenta de conteúdo atende às atuais necessidades deste público no dia a dia, inovando e dinamizando o ensino dentro e fora da sala de aula.

Plataforma "Saber +"

Plataforma “Saber +”

Desenvolvido para agilizar e tornar mais confiável a busca por conteúdos pedagógicos, o novo ambiente virtual reúne em um só espaço animações, jogos, simuladores, aplicativos, entre outros tipos de recursos digitais, que podem ser utilizados gratuitamente. A plataforma beneficiará em torno de 442 mil alunos, 19 mil professores e 589 escolas, sendo 228 na capital. Além disso, Amazonas foi o primeiro Estado que teve a plataforma customizada lançada no novo layout  da Escola Digital, no qual está ainda mais fácil de o professor utilizar as objetos digitais em sala de aula.

São Miguel dos Campos lança Plataforma customizada de Escola Digital

22/07/16 //

A Secretaria de Educação do município de São Miguel dos Campos (AL) lançou, dia 22 de julho no auditório do Fórum Desembargador Moura Castro, o “Educação Digital”, versão customizada da Escola Digital – plataforma de busca com mais de 11 mil recursos pedagógicos digitais.

Crédito: Secretaria Municipal de Educação de São Miguel dos Campos

Voltada a gestores, professores, alunos e seus familiares, a ferramenta atenderá a rede municipal, oferecendo conteúdos que tornam o ensino mais dinâmico e inovador dentro e fora da sala de aula. O evento contou com as presenças do Prefeito George Clemente, da Secretária de Educação Maria do Amparo Carvalho de Farias e da Diretora do Inspirare, Anna Penido.

Plataforma customizada de São Miguel dos Campos

Plataforma customizada de São Miguel dos Campos

D​uas Redes Estaduais lançam suas Plataformas de Conteúdos Digitais​

30/06/16 //

Em junho, as redes estaduais d​a Paraíba ​e Alagoas ​fizeram a customização d​e​ Escola Digital e lançaram s​uas próprias plataformas de recursos digitais. Com elas​, já são 24 plataformas customizadas.

Escola Digital da Paraíba

Com a Escola Digital Paraíba, serão beneficiados aproximadamente 350 mil alunos, 15 mil profissionais da educação ​e​ 765 escolas públicas.

Plataforma Escola@Web, de Alagoas

​Já a Escola Web de Alagoas​ beneficiará quase 890 alunos e 42 mil docentes de 3.427 escolas​. O governo ​alagoano ​investirá ​ainda ​R$ 2,7 milhões para a contratação de banda larga e manutenção de laboratórios de informática das instituições​ de ensino. ​

 

Escola Digital lança plataforma customizada na rede de ensino do Espírito Santo

31/05/16 //

A Escola Digital, plataforma de busca com milhares de conteúdos pedagógicos digitais, fechou parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo para o lançamento do “Currículo Digital Interativo”, versão customizada da Escola Digital. A plataforma capixaba foi lançada no dia 3 de maio, em Vitória (ES). Voltada a gestores, professores, alunos e seus familiares, a ferramenta de conteúdo atende às atuais necessidades deste público no dia a dia, inovando e dinamizando o ensino dentro e fora da sala de aula.

Plataforma Escola Digital - Espírito Santo. Crédito: Divulgação

Plataforma Escola Digital – Espírito Santo. Crédito: Divulgação

 

Desenvolvido para imprimir mais agilidade e precisão na busca por conteúdos pedagógicos digitais, o novo ambiente virtual reúne em um só espaço ferramentas de ensino e aprendizagem que podem ser utilizadas dentro e fora da sala de aula. A plataforma beneficiará cerca mais de 250 mil alunos, 20 mil profissionais da educação (professores pedagogos e diretores) e 500 escolas urbanas e rurais.

Para o secretário de Estado da Educação, Haroldo Rocha, “os materiais disponíveis no Currículo Interativo Digital trazem para a tela do computador, ou dos dispositivos móveis, inúmeras possibilidades de ensino e aprendizagem. O estudante pode utilizar, em casa, para estudar, a mesma ferramenta que o professor usa em sala de aula para ensinar. A expectativa é que os estudantes utilizem a plataforma para obter uma aprendizagem significativa e enriquecedora, estimulando a sua autonomia no planejamento dos estudos e também possibilitando às famílias o seu acompanhamento”.

Criada em 2013 pelo Instituto Inspirare, Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo, a Escola Digital é totalmente gratuita e traz animações, jogos, simuladores, aplicativos, entre outros tipos de mídia, que cobrem todas as disciplinas da educação básica.

 

Consed confia em continuidade da construção da Base Nacional

31/05/16 //

O processo de construção da Base Nacional Comum Curricular, cuja segunda versão inclui a formação integral como finalidade e estabelece direitos que unem objetivos de aprendizagem (o que o aluno deve saber até determinada etapa) e de desenvolvimento (habilidades, atitudes e valores), chegou a um estágio em que não há mais espaço para retrocesso. Em entrevista ao Porvir, Eduardo Deschamps, presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e secretário de Educação de Santa Catarina, disse não ver o risco de um passo atrás na elaboração do documento durante a gestão do presidente interino Michel Temer, que trouxe novos nomes para postos de comando do MEC (Ministério da Educação).

Crédito: vpardi / Fotolia.com

Crédito: vpardi / Fotolia.com

“Não acredito [em retrocesso]. Tive algumas conversas com o ministro [Mendonça Filho], com a Maria Helena [Guimarães de Castro, secretária executiva do MEC] e com a própria Maria Inês Fini [presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)]. A sinalização é de dar continuidade ao processo”, declarou Deschamps em entrevista por telefone. “A gente já sinalizou para eles que o Consed e a Undime [União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação] estariam organizando os seminários estaduais e a ideia é, a partir da conclusão desse eventos, poder encaminhar ao MEC as novas manifestações para que possa ser feita a sistematização e a organização das sugestões”, completou

O trabalho disponível no site do MEC é resultado da síntese de 12 milhões de contribuições provenientes de 300 mil cadastros, além de conferências online e mais de 700 reuniões presenciais entre dirigentes e especialistas em educação. Como um de seus destaques, a segunda versão da Base Nacional resgatou objetivos, como o desenvolvimento integral, que já estavam presentes em documentos anteriores e os tornou explícitos, desde a introdução.

“A principal preocupação foi dar voz ao que as Diretrizes Curriculares Nacionais já apontavam em relação à formação humana integral, principalmente na parte introdutória e nos grandes direitos”, afirmou Ítalo Dutra, diretor de currículos e educação integral do MEC. Com isso, desenvolver o aluno de maneira integral passou a ser considerada uma dimensão complementar à de aprendizagem, de modo a assegurar que o estudante venha a se tornar um cidadão autônomo e solidário, ao mesmo tempo em que sua inclusão social se coloca acima da perspectiva meramente instrucional e transmissiva que se conhece hoje.

Essa proposta, de certa maneira, estava expressa na primeira versão do documento, porém de maneira separada. “A nossa ideia sempre foi que as áreas do conhecimento não se justificam em si mesmas, mas na medida que colaboram com a perspectiva de formação. Como a Base apresentava esse trabalho de forma muito fragmentada, você não tinha esse elo integrador”, diz Natacha Costa, diretora geral da Associação Cidade Escola Aprendiz.

Outra característica marcante da segunda versão do documento que rompe com a estrutura prevista anteriormente é a organização por etapas: educação infantil, ensino fundamental (anos iniciais e finais) e ensino médio. Na primeira versão da BNCC isso acontecia de acordo com o que cada área do conhecimento estabelecia e raramente os objetivos escapavam de se tornarem uma imensa lista de conteúdos. “Essa é uma grande mudança porque, quando se organiza por etapas, o estudante passa a estar no centro do projeto. É em relação a ele que as áreas do conhecimento serão definidas”, diz Natacha.

No ensino médio, etapa em que 30% dos estudantes já abandonaram os estudos pelo menos uma vez, segundo estudo do Cenpec, o documento estabelece o projeto de vida como eixo para despertar o interesse dos alunos. Essa estratégia, que flexibiliza o modelo atual, é defendida também pelo Consed, e tem como fim preparar os alunos para planejar e perseguir seus objetivos pessoais, acadêmicos, profissionais.

Cesar Callegari, conselheiro do CNE (Conselho Nacional de Educação), avalia que as novas propostas “favorecem bastante a organização do tempo e até do projeto pedagógico de escolas em tempo integral ou que implantam mesmo a educação integral”. Para o sociólogo, o desafio que se coloca adiante é ver como os sistemas de ensino e as escolas vão reagir e articular seus projetos pedagógicos de maneira mais significativa para os estudantes. “Nós não podemos falar de educação integral como se fosse um colégio interno, com mais do mesmo”. Segundo Callegari, é preciso um esforço de todos para que o documento resulte em uma educação transformadora. “Isso depende muito menos de orientação nacional e muito mais da capacidade dos gestores, das escolas e dos professores em organizar a implementação curricular de acordo com o projeto pedagógico que corresponda a uma educação integral”.

Novas contribuições

De acordo com Ítalo Dutra, do MEC, a população ainda pode contribuir com a evolução da Base, que agora será debatida em seminários estaduais de discussão organizados pelas secretarias municipais (Undime) e estaduais (Consed). “Como essa segunda versão está disponível no portal da Base Nacional Comum, é importante que as pessoas leiam, discutam, debatam. Deve haver alguns ajustes, mas o central está ali”, diz. Após passar pelas mãos das secretarias, será a vez do CNE conduzir a discussão e chegar ao documento final.

II Encontro da Rede de Lideranças de Escola Digital amplia abrangência do Projeto

29/04/16 //

Representantes de 30 secretarias de Educação estaduais e municipais estiveram presentes dia 14 de abril em São Paulo no II Encontro da Rede de Lideranças de Escola Digital. Durante o encontro, os gestores discutiram as melhores formas de utilizar objetos digitais de aprendizagem nas escolas e como implementar ações de formação e disseminação das plataformas customizadas.

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Encontro da Rede de Lideranças de Escola Digital

O evento promoveu ainda o intercâmbio sobre questões de infraestrutura, sobre os desafios na formação dos profissionais de educação e sobre a necessidade de inovação das práticas pedagógicas em sala de aula. Por fim, os gestores foram convidados a contribuir na revisão do Guia de Tecnologias Educacionais do Porvir.

Conheça as novidades de Escola Digital na reportagem do site Promenino Fundação Telefônica.

II Jornada Pedagógica de São Miguel dos Campos (AL) discute iniciativas em parceria com Inspirare

01/03/16 //

Com o tema “Juntos pela Educação, compartilhando saberes”, a Secretaria Municipal de Educação (Semel) de São Miguel dos Campos realiza nos dias 02, 03, 04 e 07 de março de 2016 a II Jornada Pedagógica, reunindo professores, coordenadores pedagógicos e diretores das escolas públicas municipais.

O evento tem como objetivo consolidar o planejamento do ano letivo de 2016, a partir da reflexão dos resultados obtidos em 2015 e do estabelecimento de ações, metas e estratégias para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem dos educandos. Durante o encontro, iniciativas apoiadas pelo Instituto Inspirare e parceiros técnicos estarão em debate, como a estruturação da política de educação integral e o redesenho do ensino fundamental II da rede.

Instituto Inspirare participa da Jornada Pedagógica da rede municipal de Salvador

11/02/16 //

Educadores e gestores escolares de Salvador já estão se preparando para a chegada do ano letivo. Entre hoje (11) e amanhã (12), sete mil profissionais de educação de todas as 440 unidades escolares da rede estão participando da Jornada Pedagógica, evento que reúne todos os educadores para pensar projetos e ações que serão implementadas ao longo de 2016.

De acordo com a Diretora Pedagógica da secretaria de Educação (Smed), Joelice Braga, além de discutir as práticas pedagógicas e estratégias para alcance das metas escolares, este momento também serve como uma ação de acolhimento entre os profissionais. “É com esse planejamento que as escolas sabem o que acompanhar e o que devem perseguir. E é também o momento de reencontro e de confraternização, sendo, portanto, muito importante para todos os profissionais da educação e para toda a nossa rede de ensino”, frisou.

A diretora do Inspirare, Anna Penido, participou da jornada provocando os presentes a tornar o ensino fundamental 2 mais atraente e significativo para os adolescentes do século XXI – o projeto Fundamental II vem sendo implementado em Salvador desde 2015, gerando dezenas de recomendações e soluções para professores e gestores desta etapa de ensino.

Undime promove seminário para debater a Base Nacional Comum Curricular

22/01/16 //

A Undime promoveu nos dias 20 e 21 de janeiro, o seminário “Base Nacional Comum Curricular em debate: desafios, perspectivas e expectativas”, com a participação do Conselho Nacional de Representantes, diretoria executiva e secretarias executivas das seccionais de todo o país.

A Diretora do Inspirare, Anna Penido, participou da mesa “Base Nacional Comum Curricular em debate: desafios, perspectivas e expectativas”. Representando o Centro de Referências em Educação Integral, Anna defendeu que o desenvolvimento integral seja o elo que integra e para o qual convergem
as áreas do conhecimento e os objetivos de aprendizagem.

Ao final da reunião, os dirigentes e representantes das seccionais da Undime aprovaram documento com as contribuições ao documento preliminar da BNCC.

Leia mais aqui

Relatório Preliminar das Leituras Críticas da Base Nacional Comum Curricular

01/12/15 //

O Movimento pela Base organizou diversas leituras críticas da Base. Confira uma versão preliminar dos resultados e as recomendações para melhorar o documento do MEC. 

EaD da Escola Digital abre Módulo 3

23/11/15 //

Já está disponível o último conjunto de aulas do curso online gratuito para professores que ensina a planejar aulas com conteúdos pedagógicos digitais. Ainda não se inscreveu? Então clique aqui!  

 

Governo de Pernambuco lança plataforma customizada da Escola Digital

11/11/15 //

Escola Digital, plataforma de busca com conteúdos pedagógicos digitais, firmou parceria com a Secretaria Estadual de Educação, de Pernambuco. Agora, todos os recursos da plataforma educacional estão disponíveis para a rede pública no estado no novo ambiente virtual. A Escola Conectada, versão customizada da Escola Digital, foi desenvolvida com o intuito de imprimir mais agilidade e precisão na busca por conteúdos pedagógicos digitais. A plataforma também reúne em um só espaço ferramentas de ensino e aprendizagem que podem ser utilizadas dentro e fora da sala de aula.

Totalmente gratuita, a plataforma Escola Digital foi criada pelo Instituto InspirareInstituto Natura e Fundação Telefônica Vivo. Traz animações, jogos, simuladores e aplicativos, entre outros tipos de mídia, que cobrem todas as disciplinas da educação básica e são selecionados pelo TIC Educa, responsável pela curadoria do conteúdo. Criada em 2013, a Escola Digital considera a tecnologia não apenas uma importante aliada do aprendizado mas um instrumento de promoção de igualdade de oportunidades. Nesse contexto, facilita o acesso de educadores, escolas e redes de ensino a materiais educativos de base tecnológica inovadora para enriquecer e dinamizar as práticas pedagógicas, além de apoiar alunos que querem aprofundar os estudos e familiares preocupados em acompanhar a educação dos filhos.

Crédito: Divulgação

Segundo Maria Slemenson, gestora do projeto Escola Digital, a parceria com o governo de Pernambuco está alinhada à estratégia de disseminar um recurso importante para transformar a educação do Brasil. “Além do acesso a conteúdos multimídia, a Escola Digital amplia as fontes de pesquisa de qualidade, traz o aprendizado com linguagem adequada ao perfil de cada um e permite o avanço dos estudos em ritmos diferentes. Para os professores, traz maior facilidade e dinâmica na preparação das aulas, deixando mais tempo para que possam atuar como mediadores e promotores do debate, direcionando o ensino”, afirma Maria, acrescentando que a Escola Digital representa a inovação na educação. “Na plataforma, o futuro da aprendizagem já é presente. E esse presente já está disponível”, salienta.

O secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amancio, acrescenta que o conteúdo incluirá objetos digitais de aprendizagem produzidos por professores pernambucanos, que poderão utilizar as ferramentas oferecidas pelo sistema para realizar seus projetos. O endereço do portal é escolaconectada.educacao.pe.gov.br.

A assinatura da parceria foi no dia 15 de outubro, no Palácio do Campo das Princesas, em Recife, e contou com a presença do governador Paulo Câmara, em cerimônia de comemoração ao Dia dos Professores. Além do lançamento da Escola Conectada, foi firmada a parceria do governo com o Instituto NaturaInstituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE) e o Instituto Sonho Grande, para desenvolvimento de estudo na área de Educação em Tempo Integral, que irá avaliar o desempenho e os custos dessa iniciativa.