Ebook apresenta relatos de professores finalistas do Desafio Diário de Inovações

16/10/17 //

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Para celebrar a semana do professor, Porvir e IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores) lançam nesta segunda-feira, 16, o ebook com os relatos destaques do Desafio Diário de Inovações. O livro, que contém relatos de dezesseis professores de várias partes do país, já está disponível para leitura online e para download em pdf neste link. Foram selecionados três destaques de cada uma das seis categorias do desafio. Os professores de ensino fundamental José Souza dos Santos e Paulo Roberto Barreto preferiram não ter os seus relatos publicados.

Foto: Liciane Lourenço

Foto: Liciane Lourenço

O Desafio Diário de Inovações foi promovido pela primeira vez este ano com o objetivo de entender o que profissionais da educação estão fazendo para transformar suas práticas pedagógicas e tornar a experiência educacional de crianças, adolescentes, jovens e adultos mais significativa e conectada com a realidade atual. A proposta é dar visibilidade a essas experiências para inspirar outros educadores a inovarem nas suas práticas.

No total, 199 educadores de 22 estados brasileiros, representantes de redes públicas e privadas, enviaram seus relatos para o desafio. São professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escola que contaram em detalhes práticas realizadas do ensino infantil ao superior, passando pela educação de jovens e adultos.

Nos relatos, as principais tendências em educação foram traduzidas em ações cotidianas que envolvem a escuta de alunos, projetos de aprendizagem mão na massa, atividades que extrapolam os muros da escola, além de jogos e atividades interativas a partir do uso de tecnologia. Cada relato redigido pelos próprios educadores é acompanhado por dicas de como promover uma prática semelhante.

Baixe aqui ebook do Desafio Diário de Inovações

Inspirare lança guia para promover encontros entre empreendedores e educadores

06/09/17 //

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A relação entre educadores e empreendedores é essencial para o desenvolvimento de soluções digitais que impactem o aprendizado e a concretização de inovações educacionais na escola. Embora todos trabalhem com educação, eles têm referências diferentes, enfrentam rotinas diversas e até falam cada um de um jeito. Foi pensando nisso que o Porvir/Inspirare, em parceria com Criamundi, lançaram o toolkit Apreender na Prática – Como promover conexões produtivas entre empreendedores e educadores, disponível no especial Apreender, do Porvir, que orienta a organização de oficinas com a participação dos dois públicos.

A apresentação do guia aconteceu durante o 11º Conecte-c, evento realizado pelo CIEB (Centro para Inovação da Educação Brasileira), que reuniu nesta terça-feira (5) cerca de 70 integrantes do ecossistema de educação, como empreendedores, gestores, educadores e pesquisadores. Para discutir os desafios e o os benefícios da aproximação entre educadores e empreendedores, participaram da discussão Felipe Correia, fundador da Eduqa.me, plataforma digital para gestão pedagógica da escola, Andrezza Amorelli, diretora do Colégio Elvira Brandão, que fica em São Paulo, e Márcia Padilha, fundadora da Criamundi.

Primeiro a tomar a palavra, Correia lembrou dos primeiros passos da Eduqa.me, quando precisava convencer seu público-alvo que toda a papelada envolvida no dia a dia da escola, da diretoria à sala de aula, poderia ser trocada por um processo totalmente online, até para facilitar a comunicação com os pais. “É um desafio para as escolas mostrar como é o desenvolvimento de linguagem em uma turma de maternal. A Eduqa.me consegue tornar essas informações visíveis para a direção e coordenação e dá agilidade para o professor”.

Para essa mensagem chegasse sem ruídos, a saída foi iniciar uma aproximação virtual (por meio do blog Na Escola) e presencial com os professores, incluindo uma das oficinas Apreender na Prática, em 2016. “A gente só conseguiu chegar a 100 mil visitas ao blog porque sentamos com mais de 150 professores de escolas públicas e privadas para entender as dores que eles tinham e melhorar a plataforma”, disse Correia. Como resultado, a Eduqa.me descobriu certas peculiaridades da vida do professor e preparou suas vendas e entrevistas para depois das 19 horas, quando acaba o expediente nas escolas.

Quem está na escola

Pelo lado do gestor, Andrezza Amorelli, diretora do Colégio Elvira Brandão, que recentemente escreveu um artigo para o Porvir, trouxe a experiência de quem encontrou sobreposição de ferramentas digitais sendo usadas em sua escola e decidiu enxugar a lista de parceiros investigando o porquê de suas escolhas.

O Elvira trabalha baseado em tem três grandes pilares, que orientam todo o projeto pedagógico: metodologia de projetos, metodologias ativas e cultura maker. Para atendê-los, Andrezza admite ser inviável desenvolver ferramentas internamente, mas é possível escolher usá-los como filtro para qualificar a compra.

“Quando a gente vê que existe alinhamento com o propósito, rodamos um piloto. Foi assim que fizemos com a Guten News. Chamamos as professoras, vimos que fazia sentido e colocamos para esse ano”, afirma.

Engana-se, no entanto, quem pensa que o relacionamento entre empresa e escola acaba na assinatura do contrato, que Andrezza chega a comparar a um “casamento”. “Você precisa ter alguém que tenha disponibilidade para viver a experiência da escola. Pacote pronto não adianta. O que funciona são os propósitos e os pilares, porque você não pode parar todos os processos de uma escola para adequá-los à ferramenta”, resume.

Oficinas

Ao final do encontro, Márcia Padilha organizou uma atividade em grupos que simula uma das fases da oficina Apreender na Prática, que foram criadas e prototipadas pelo Inspirare em 2016, em parceria com  Inketa, The Impact Hub e Artemísia. Tratam-se de encontros presenciais estruturados para professores e gestores de escolas conhecerem, avaliarem e validarem soluções de empresas de tecnologia na educação. No recém-lançado toolkit, sua metodologia é compartilhada para facilitar a organização de encontros semelhantes, de forma autônoma, por outras instituições envolvidas no ecossistema de empreendedorismo em educação. Segundo Tatiana Klix, editora do Porvir presente no lançamento, a disponibilização desse material tem o objetivo de ampliar as possibilidades de colaboração entre esses públicos.

2ª edição da Virada Educação Salvador será no Rio Vermelho

04/09/17 //

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A Virada Educação surgiu em São Paulo, em 2014, e a cada ano conquista mais cidades entusiastas. A primeira edição da Virada Educação Salvador aconteceu em setembro de 2015, no bairro de Periperi, e contou com a participação de aproximadamente 800 pessoas, com mais de 40 oficinas realizadas. A terceira edição será realizada em 16 de setembro e terá como base o Colégio Estadual Euricles de Matos, localizado no Rio Vermelho. A expectativa é superar o número de pessoas e oferecer um cardápio com dezenas de atividades educativas, culturais e artísticas.

Um dos principais objetivos do movimento é chamar atenção sobre o tema da educação, trazendo o ideal de que a melhoria do ensino na cidade depende de uma construção coletiva entre educadores, pais, alunos e a sociedade. O “aprender” e o “ensinar” estão espalhados por todos os lugares e de diversas formas. Esse princípio da Virada Educação coaduna com a proposta do Bairro-Escola Rio Vermelho e por isso a parceria foi orgânica

Entusiastas interessados em participar da organização do evento como voluntários ou que tenham alguma ideia, projeto ou ação educacional que queiram desenvolver com a comunidade, ainda podem se inscrever no Facebook do evento.

São quatro categorias de atividades a serem desenvolvidas (diálogos, exibições, intervenções e trilhas e oficinas) que envolvem conversas, exibições de filmes, mostra fotográficas, shows musicais, peças teatrais, oficinas e outras ações artísticas, as quais o entusiasta pode se inscrever. Já os voluntários poderão trabalhar em diversas etapas da produção do evento juntamente com a equipe organizadora.

A nova edição já tem garantidas oficinas que vão abordar diversos temas, tais como as vantagens de permanecer na escola, apresentação de poesia falada, oficina de produção de cartaz lambe-lambe etc. O projeto conta, ainda, com um dia de celebração repleto de atividades ocupando espaços de forma criativa e promovendo um intercâmbio de conhecimentos. A intenção é trazer a comunidade para dentro da escola e alunos/professores para os espaços de sua comunidade, reforçando a ideia de que é possível vivenciar a educação de várias maneiras e em diversos espaços e contextos.

A expectativa dos “vitadores” é tornar um evento fixo no calendário soteropolitano e que nas próximas edições a proposta possa se espalhar pelos bairros da cidade, alcançando cada vez mais espaços e pessoas.

Bairro-Escola é certificado como Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil

03/09/17 //

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O Bairro-escola é uma das tecnologias sociais certificadas pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017. A certificação contempla a experiência vivida pelo Bairro-Escola Rio Vermelho, em Salvador (BA), inspirada na metodologia desenvolvida pela Cidade Escola Aprendiz.

A experiência no Rio Vermelho teve início, em 2012, com um diagnóstico elaborado com a participação da comunidade e o apoio técnico do Aprendiz, da CIPÓ – Comunicação Interativa e do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP). Ao longo de 2013, foram realizadas diversas atividades, que culminaram com um seminário no final do ano, para produzir o primeiro Plano Educativo Local, onde estavam descritos os objetivos e as ações que que seriam realizadas até 2016 com o principal objetivo de fomentar o primeiro bairro educador da cidade.

A mobilização intensa foi fundamental para que o Bairro-Escola Rio Vermelho ganhasse visibilidade, legitimidade e apoio. Mas além de conhecer e mobilizar os agentes, foi preciso também reconhecer e articular os demais ativos do território. Em um mapeamento mais profundo, foram levantados dados estatísticos, os problemas e as oportunidades que o bairro poderia oferecer para potencializar o desenvolvimento integral de seus estudantes.

A colônia de pescadores que organiza a Festa de Iemanjá, a Casa do Rio Vermelho onde morou o escritor Jorge Amado, as baianas de acarajé, as empresas de economia criativa, os ateliês dos artistas foram alguns dos achados que se transformaram em oportunidades de trabalho conjunto.

Vale destacar que desde então as praças tem sido transformadas em salas de aula a céu aberto, abrigando festivais, saraus de leitura e atividades temáticas. Eventos em que as escolas públicas e seus alunos, muitas vezes invisíveis ou estigmatizados pela população local, puderam mostrar a sua face mais luminosa e interagir com a comunidade do entorno.

Ao longo dessa caminhada,  o IDEB das escolas participantes cresceu de forma consistente e a comunidade escolar e seu entorno foram se apropriando da iniciativa e do próprio bairro como oportunidades educativas.

Atualmente, o Bairro-Escola Rio Vermelho é coordenado por uma Comissão Gestora composta por membros que representam os diversos setores do território. Os estudantes também se envolvem, seja para indicar o que não está funcionando na sua educação, seja para elaborar propostas, realizar projetos ou mobilizar outras pessoas.

Para conhecer um pouco mais da experiência, é possível acessar a tecnologia no endereço http://bit.ly/2uOpmaA e também o site www.bairroescolarv.org.br.