Prefeitura de Fortaleza lança plataforma digital customizada para a rede de ensino municipal

13/12/16 //

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Alunos e professores da rede municipal de ensino de Fortaleza contam agora com novo acervo digital. A plataforma Escola Digital Fortaleza reúne mais de 6,5 mil conteúdos pedagógicos digitais, com indicações de vídeos, games, animações, videoaulas, infográficos e mapas categorizados por disciplina, série, tema, tipo de mídia e idioma.

A parceria com o Instituto Inspirare, o Instituto Natura e a Fundação Telefônica para a implantação do sistema foi anunciada pelo titular da Secretaria Municipal da Educação (SME), Jaime Cavalcante, a gestores e professores de escolas da Prefeitura no dia 29 de novembro em evento realizado no auditório da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará que reuniu cerca de 80 professores de apoio pedagógico a projetos de tecnologia.

Divulgação

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“É uma espécie de Google da Educação”, resumiu Sarah Faleiros, representante do projeto Escola Digital no Brasil, referindo-se ao mais conhecido buscador online. No site, será possível acessar conteúdos sobre todas as disciplinas de ensino. “Nós não criamos conteúdos novos. Nós filtramos materiais confiáveis na internet e fazemos a classificação para facilitar esse filtro na hora da busca”, explicou.

De acordo com a Prefeitura, a plataforma vai beneficiar em torno de 200 mil alunos, 15 mil professores e 525 escolas. Jaime Cavalcante celebrou a parceria. “O poder público sozinho não consegue alcançar todas as camadas e todas as áreas de Fortaleza. São parcerias como essa que darão um salto de qualidade na Educação. É uma plataforma inovadora, de alta tecnologia, que vem nos ajudar e muito. São conteúdos sérios, feitos por professores”, frisou.

A plataforma gratuita está disponível aqui.

Adaptado do jornal “O Povo”

Educação de São Miguel dos Campos avança com trabalho conjunto de poder público e comunidade

07/12/16 //

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A educação de São Miguel dos Campos, em Alagoas, encerra 2016 com muitos resultados a celebrar. No ensino médio, por exemplo, houve queda de 91% na taxa de abandono: de 689 alunos (em 2015) para 60 (em 2016). No ensino fundamental, a redução foi de 64% na taxa de abandono: de 1.152 alunos (2015) para 413 (2016). O resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) também mostra que o ensino fundamental 1 superou a meta do Ministério da Educação, alcançando 4,5, enquanto o esperado era 4,3.

Esses e outros resultados foram apresentados durante o evento de culminância do Plano Intersetorial pela Educação de São Miguel dos Campos, realizado na última sexta, dia 2 de dezembro, no auditório da Secretaria Municipal de Educação de São Miguel dos Campos, onde estavam presentes dezenas de representantes da comunidade escolar, a secretária de Educação, Maria do Amparo, o prefeito George Clemente, a diretora do Instituto Inspirare, Anna Penido, além de outros parceiros da iniciativa.

Entre os avanços, percebe-se que os alunos com deficiência ganharam atenção maior desde 2014. A rede municipal fechará este ano com 63% de aumento na quantidade de alunos com deficiência atendidos em salas multifuncionais (de 52 para 140) e crescimento de 21% no número de alunos com deficiência matriculados nas escolas municipais (de 168 para 212).

Como resultado do fortalecimento da integração entre secretarias, o meio ambiente passou a ser mais valorizado nas escolas. Na rede municipal, 85% das unidades de ensino estão executando projetos e práticas sustentáveis, envolvendo mais de 6 mil alunos. O impacto foi positivo também nos espaços esportivos, que passaram a garantir acessibilidade.

A parceria com a saúde assegurou palestras e orientações sobre alimentação saudável, combate à violência, drogas e álcool nas escolas, alcançando mais de 2 mil alunos e familiares. Como resultado de ações conjuntas entre secretarias, 1.600 adolescentes e jovens participaram de cursos profissionalizantes e famílias foram contempladas com atividades de fortalecimento da participação na vida escolar dos alunos.

Plano Intersetorial pela Educação

Esses e outros resultados são frutos do Plano Intersetorial pela Educação de São Miguel dos Campos, uma iniciativa inédita do município, abraçada pelo poder público, conselhos de direitos, empresas, organizações parceiras e comunidade escolar. O documento é resultado de um trabalho coletivo, elaborado a partir de um diagnóstico educacional de São Miguel dos Campos. O Plano estabeleceu 28 metas e 78 ações a serem realizadas até o final da atual gestão municipal.

Das 78 ações, 93% foram executadas integralmente ou parcialmente. Das 28 metas, 39% foram alcançadas, 18% parcialmente alcançadas, 14% não alcançadas e 29% não tem dados oficiais. Esse é um ponto de atenção importante. Alguns dados não puderam ser avaliados por falta de registro oficial. Foi o caso da situação de obesidade, hipertensão e adoecimento de crianças.

Também permanecem desafios que exigem a continuidade da atuação intersetorial, como o enfrentamento da distorção idade/série no ensino médio, cuja taxa cresceu de 154 (2014) para 1.182 alunos (2016). Em 2015 houve ainda redução da oferta de atividades de educação ampliada de 2200 para 1267 na rede municipal, como resultado do encerramento programa federal Mais Educação.

Outra questão preocupante é a violência contra adolescentes e jovens. No período de 2014 a 2016, os casos de homicídio juvenil cresceram de 4 para 15; o número de adolescentes em conflito com a lei aumentou de 4 para 16 e o número de casos de violência física contra crianças e adolescentes cresceu de 2 para 8.

A próxima edição do Plano, a ser elaborada em 2017, deve viabilizar a implementação da Política de Educação Integral do município, também concebida a partir de esforço colaborativo de secretarias de governo, escolas e representantes da sociedade civil. O Projeto de Lei da Política de Educação Integral também está previsto para ser aprovado na Câmara Municipal ainda este ano.

Confira aqui a apresentação dos resultados do Plano Intersetorial.

Porvir organizará painel no SXSWEdu 2017

19/10/16 //

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Boa notícia para quem acredita na importância do papel dos alunos na transformação da educação. O Porvir/Inspirare vai levar essa discussão ao SXSWEdu 2017, um dos maiores eventos sobre inovação em educação do mundo. O encontro entre alunos, professores, empreendedores, gestores e demais atores do setor educacional de todo o mundo acontece entre os dias 6 e 9 de março, em Austin, nos Estados Unidos.

Crédito: DannyMatson/Sxswedu.com

Crédito: DannyMatson/Sxswedu.com

O Porvir foi selecionado para organizar um painel no evento, chamado Students as Education Innovators (Estudantes como Inovadores da Educação), através da ferramenta PanelPicker, que permite e incentiva que a comunidade do SXSWEdu participe da elaboração da programação submetendo propostas ao voto popular. Neste ano,  quase 40 mil votos avaliaram cerca de 1300 seções inscritas para compor a edição de 2017.

A ideia do SXSWEdu é reunir profissionais criativos e incentivar que essa paixão pelo futuro de educar e aprender seja compartilhada. Para que isso aconteça, o evento divide sua programação em apresentações (os chamados Keynotes, designados para inspirar, iluminar e informar), workshops,  fóruns, reuniões, exibições de filmes, entre outros.

A proposta do Porvir é construir, durante o painel, estratégias para engajar estudantes na co-criação e implementação de inovações educacionais. Para isso, será apresentada a pesquisa Nossa Escola em (Re)Construção, que ouviu mais de 135 mil jovens de diversos estados do país para entender como gostariam que a escola fosse e como gostam de aprender. A discussão contará com a presença de Mailson Cruz de Aguiar, estudante de 19 anos que participou da construção do questionário da consulta e da análise dos resultados. A inovadora social Bruna Waitman, do Media Education Lab (MEL), vai levar para o debate a experiência na construção e aplicação de uma metodologia de escuta e co-criação em São Miguel dos Campos, em Alagoas, e em uma escola ocupada em Goiânia, em Goiás, disponíveis na plataforma Faz Sentido. A mediação do debate será feita pela diretora do Inspirare, Anna Penido.

Assista ao vídeo da campanha (em inglês):

Jovens querem atividades práticas e tecnologia na escola

06/10/16 //

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A pesquisa “Nossa Escola em (Re)Construção” ouviu 132 mil adolescentes e jovens de 13 a 21 anos e mostrou que estudantes de todas as regiões do país desejam uma escola com currículo mais diversificado e flexível, em que se aprende com atividades práticas e tecnologias, em espaços físicos dinâmicos e variados.

Quando analisam a escola que têm, os jovens ouvidos na consulta sentem falta na escola de atividades extraclasse, uso de tecnologia e atividades artísticas. Melhorias na alimentação escolar e nas atividades esportivas também estão no rol das principais necessidades apontadas. Em relação a aulas e materiais pedagógicos, quatro em cada 10 estudantes dizem que estão satisfeitos. O resultado, divulgado no dia 22 de setembro, reafirma a urgência das instituições de ensino reverem suas estratégias.

Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

Apesar das críticas, os respondentes da pesquisa demonstram que ainda têm um vínculo afetivo com o espaço escolar: 70% deles gostam de estudar em suas escolas e 72% dizem que lá aprendem coisas úteis para sua vida.

Conforme resultados divulgados, quando falam sobre a escola que desejam, os jovens demonstram querer substituir as aulas teóricas e aplicação de provas pela aprendizagem por meio de projetos que envolvem atividades práticas ou resolução de problemas, uso da tecnologia e interação com a comunidade dentro e fora da escola.

Em relação ao currículo, mostram interesse em outros conteúdos além das disciplinas tradicionais, como conhecimentos ligados à tecnologia, habilidades de relacionamento, política, cidadania e direitos humanos, esporte e bem-estar. Também querem poder escolher parte das matérias que vão estudar.

No que diz respeito aos recursos educacionais, acham que vão ser mais felizes e aprender mais com projetos, rodas de conversa e pesquisa na internet. Apontam ainda que uma escola mais inovadora deve ter robótica, programação e games. Os estudantes também propõem mudanças para a sala de aula, trocando-se as carteiras fixas e enfileiradas por móveis e ambientes variados, inclusive com a utilização mais frequentes de espaços externos dentro e fora da escola.

“Nossa Escola em (Re)Construção” é uma iniciativa do portal Porvir, especializado em inovações educacionais, programa do Instituto Inspirare. O estudo foi realizado com a parceria técnica da Rede Conhecimento Social. A pesquisa foi estruturada com base em metodologia chamada PerguntAção, que envolveu os jovens em todas as etapas do processo. O questionário ficou disponível na internet entre 28 de abril a 31 de julho deste ano, para que alunos ou ex-alunos de todo o Brasil pudessem responder às questões formuladas com apoio de um conselho de especialistas e de um grupo de 25 jovens. Os respondentes representam 1.707 municípios de todos os Estados mais o Distrito Federal. A Região sudeste teve a maior proporção de participantes: 85,4%. Os interessados em conhecer os resultados da escuta e realizar iniciativa semelhantes podem ter acesso ao relatório da pesquisa na íntegra e ao questionário em PDF no link (http://porvir.org/nossaescola). São parceiros de disseminação dos resultados a Mova Filmes e a Inketa, que produziram vídeos e uma plataforma virtual para ampliar o acesso dos interessados aos dados da pesquisa.